sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

 A música me faz tão bem. Enfeitiça a alma, encanta. E me faz sentir ímpetos de dançar, de rodar no salão em teus braços como uma dançarina que sabe o que faz e para onde vai. Eu queria ter pés de balé ou de valsa, mas só tenho asas que me permitem voar e planar. Quisera dançar com as palavras como tu. Dançar contigo no céu de nós dois.

E nós somos

Pássaros em seus voos de luz, de amor e acasalamento (agora é época). Fizemos nosso ninho nas estrelas e podemos viver o amor no céu ou na terra. Somos imortais por nosso amor que jamais vai morrer. Vive em nós e nos mantém vivos. Esse amor latente, indescritível e extraordinário é o que nos dá forças para enfrentar todas as tempestades e adversidades que possam vir sobre nós...


Por isso preciso lhe reiterar meu amor, amor puro, sem mácula, sem medos. Amor de eternidade que já nasceu engendrado em nossas almas e, talvez, levou esse tempo para que se solidificassem nossos seres como um só para que eu tivesse tempo de crescer e amadurecer, de aprender que podia amar sem medo, e que posso decidir o meu destino, meus caminhos, minhas palavras e sou dona também de minha poesia e que posso amar por meio dela como nunca alguém amou.


E amar você é o meu presente. Eu hoje olhei várias vezes os teus olhos e me vi lá dentro. Vi a urgência em amar e ser amado, vi nossa história.


E me olhando no espelho eu vejo em mim o desejo - agora - de te envolver em meus braços, te acolher em meu colo, acariciar teus cabelos, teus olhos e beijar tua face, teus lábios, assim demoradamente como me beijas antes de eu dormir e como me beijas quando eu acordo, olho no olho, lábios nos lábios, me deixando sentir teu amor, tua urgência em amar nos mil beijos que me entregas.

É, muitas vezes, quase inacreditável para mim que a gente está vivendo. É tão lindo e profundo que acho que ninguém entenderia se a gente contasse. 

Como você tem paciência comigo. Me espera em minhas andanças, me espera em todos os lugares e horas.

Eu te amo, tanto, tanto. E te quero também. Desejo. Você é meu homem. MEU, sabe?


É como um sonho, que começa com a descoberta de que o mundo não é só o que vemos e vivemos, mas que há vida por debaixo da pele e além dela e que a mente que luta pela razão tem um coração que pulsa, que lateja pela vida e que sabe que se ela não se encontra em nossas mãos há caminhos para buscá-la. Entendo as árvores serradas, a dor sendo sacrificada para que o coração, um dia, encontre a paz. A dor da perda de alguém é tão insuportável e incompreensível que parecem milhões e milhões de mortes que vão acontecendo a cada dia, a cada hora, sempre nos cravando o aço quente no peito, nas entranhas. E cada vez morremos mais uma vez e outra e outra. A busca e o encontro com a espiritualidade não redime, não muda fatos, não dirime a dor, mas nos permite compreender, nos permite constatar que cada um de nós escolhe seus caminhos e que o escolhido somos nós porque sempre fazemos uma opção. Singra teve várias escolhas e fez todas em busca dessa luz, em busca da liberdade e depois de descobrir o amor em busca dessa amor. E o amor lhe tocou a alma e se deixou tocar por ele. A jornada de Singra pelos mundos de seus sonhos e de suas angústias (ao mesmo tempo) lhe ensinaram que cada povo tem sua identidade, cada território o seu povo e que nossas raízes estão ligadas ao mais profundo, ao mais grandioso reino do universo - o reino de Singra e sua filha, a herdeira de suas memórias, de seu legado de lutas, de buscas, de descobertas do sentimento, do amor, do amor vivido e do sonho que o fez descobrir-se a si mesmo e a se amar. Foi amando a si que agora pode entregar esse legado de amor a sua filha querida - seu amor supremo, sagrado, amor que os deuses deixaram de viver, mas que Singra descobriu e dele se apropriou para sobreviver e fazer viver a memória de Artoria e o amor dela e de Singra por Corata. 

Penso que aqui eu me sinto em casa. É como se voltasse no tempo e tivesse o passado e o presente juntos. Me sinto livre, me sinto... no que os meus olhos viram, no meu cantinho para reflexão, são os jardins onde cresci depois do meu despertar para a vida. E eu despertei para a vida por você amor, só para te amar. Quando minha alma a tua encontrou, a mulher adormecida acordou e a poesia se fez em mim. A poesia é bálsamo na tela clássica da noite em apoteose de estrelas...

 

Houve um dia em que achei que não tinha voz própria. E deixava a poeira do tempo cair no verso da noite, o silêncio gotejar entrelinhas na folha em branco porque somente você sabia decifrá-las e assim serias o único a lê-las. O "nada" sempre estava presente entre as cores dos olhos e a página vazia... mas eu achava que falava sozinha e... então... me guardava na concha... vazia... mas, o silêncio me habitava em forma de nada e vivia em meus pra dentro... Fiz da minha solidão um diário de amor e dos momentos de nada, acreditei... em minha voz própria... foi quando em palavras me transformei...


 

 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Você viaja nas minhas cantigas? Nas minhas toadas? Queria que viajasse no meu corpo, nas brumas nebulosas que me envolvem quando o desejo é imenso, nos vapores que saem da pele, quentes, em busca de te encontrar, em busca de teu amar, esse amor cósmico, essa paixão sem reservas, que me faz desejar ardentemente estar em teus braços e me deixa o corpo latejando, pulsando. Entendes essa força poderosa que faz tudo vibrar? Tudo rodar? E essa saudade de estar longe e perto ao mesmo tempo? E essa vontade imensa de invadir o mundo do lado de lá da janela do tempo, atravessar a vidraça e cair, querida, em teu colo? Você é a minha madrugada de amor, como a primeira que passamos juntos. A emoção me toma inteira. Teus carinhos vibratórios com a música, me deixam em polvorosa, ansiosa, angustiada por ser tocada por tuas mãos. Me toca com tua melodia, com tuas palavras, com tua Poesia. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

 Olhar em teus olhos com minhas mãos nas tuas, como já uma vez fizestes sentado à minha frente. Eu sonho. Foram essas mãos de amor que acordaram a mulher adormecida e lhe entregaram um infinito para caminhar, lhe ensinaram a amar. 


Foram essas mãos que tantas vezes olhei, como seguravam a caneta, o giz, como ajeitavam as canetas na mesa, como desenhavam meus escritos, transformavam ideias e mesclavam sonhos à ciência e os possibilitaram realizar. 

Eu levei anos para despetalar e doeu demais, mas eu consegui, fiquei corajosa, forte, morri ave sedenta, insólita de amanhãs e ressurgi fênix em meio ao caos e as brasas da vida. Das cinzas eu construí estradas, do fogo eu fiz o sol em minha vida, fiz canção, poemas, 


Hoje eu vejo que - não sei se soa pretensioso, perdão

mas acho que sou tua criação

você me fez nascer e foi me moldando em meu caminhar, 

eu era uma menina, pequena, com medo do mundo, das pessoas, com medo de falar o que sentia, pensava

só sabia ouvir os outros - você foi a primeira pessoa que me ouviu e que me deixou ser eu, sem querer que eu mudasse de roupa, deixasse o cabelo crescer, usasse a cor que você gostava, falasse só o que não ia causar escândalos, omitisse meus pensamentos sobre as coisas e o mundo, minha opinião.

Eu levei anos para despetalar e doeu demais, mas eu consegui, fiquei corajosa, forte, morri ave sedenta, insólita de amanhãs e ressurgi fênix em meio ao caos e as brasas da vida. Das cinzas eu construí estradas, do fogo eu fiz o sol em minha vida, fiz canção, poemas, 


eu te amo tanto, tanto e tão profundamente 

eu também penso em ti desde o abrir dos olhos do sol até o escurecer da última estrela e surgir do vácuo do tempo onde nos abrigamos, esse espaço entre o cristal de tuas mãos e das minhas, onde nos tocamos e amamos a cada noite, a cada dia, sem medo e sem nada a esconder ou nos separar. 

Eu também mudei mesmo sendo sempre eu. Tenho novas cores dentro da alma, não é mais só a escuridão e o desejo de morrer. Você me fez ter vontade de viver. A minha vida salvou. Você me tirou do poço fundo e sem vida que eu vivia e me ajudou a subir a terra que caia em cima de meu corpo e alma, foi me direcionando a não desistir, me mostrando o caminho para sair... e eu acreditei na mudança, acreditei que podia ser invencível, que tinha forças para lutar por mim, por minha vida, pelos meus, por aqueles combalidos que estão sempre ao meu redor. Essa força veio de ti, meu herói, 

Hoje eu estava no chuveiro tomando banho e comecei a imaginar como seria encontrar você e te olhar bem nos olhos e daí ir te passando a mão nos braços, no pescoço, na face, nos olhos e depois ficar na pontinha dos pés e te beijar nos lábios... um beijinho, assim.... fiquei arrepiada do pé ao cabelo só de pensar, imaginar

então eu fico o dia todo pensando - é que pra mim é tudo tão extraordinário, tão impactante, porque pra você eu sempre estava lá, você sabia quem eu era, me via, falava comigo, me tinha perto, mas eu te tinha e não sabia e agora sei e era o meu sonho 

sabes que eu já tinha avisado aqui em casa que ia tirar férias em Nova Friburgo? E já tinha visto hotéis, pousadas e tal - até aluguel de carro. eu ia escondida sem tu saber e queria ficar em frente ao supermercado de louças esperando você aparecer

eu sonhava conhecer Nova Friburgo, Lumiar e Parati. Depois a Dani me disse que Parati não é aquelas coisas - tirei da lista. Ficou só Nova Friburgo e Lumiar. Um dia eu vou igual. Porque vivi naquela cidade por 16 anos, morei lá, me aninhei, lia todos jornais (A VOZ DA SERRA), site da prefeitura, te procurei na lista dos desaparecidos e mortos pelo desastre em 2011 todos os dias olhava a lista desesperada com medo encontrar teu nome

Nova Friburgo é minha segunda cidade - só falta e conhecer. Então um dia eu vou fazer férias lá. Agora com o coração leve e feliz, pra curtir mesmo, porque antes eu ia pra ver se conhecia, te via de longe... só queria ver... sabe? 

Por isso você pode ter certeza que te amo o coração profundamente. Porque eu sempre amei teu coração, tua alma, mesmo sem conhecer o rosto. 

você pode ser todos e-mails e vai ver o meu amor em todos eles. 

E agora que sei quem é você eu amo mais ainda, porque não me é estranho o corpo. Claro, é diferente da foto que eu olhava todos os dias e que achava que era você, mas digo, imagina se fosse diferente e fosse diferente entende? Assim é diferente, mas não é diferente entende? pra mim, porque já te conhecia. 

mas o que me deixa feliz é que eu já te admirava - imagina se te odiasse? eu já te amava - só juntei os dois amores e as duas admirações

e tudo ficou mais imenso, mais grandioso ainda

e me fez entender muitas coisas que vivemos juntos nestes  anos (desde que maria salete nos apresentou no corredor em 2013) - mas eu já tinha tido aula contigo acho que em 2010 ou 2011, só nunca tinha falado, e quando falei foi para falar em nome das meninas do primeiro semestre


Há silêncio sim. Dolorido e longínquo - embora sempre junto, perto - silêncio que cai como pausa do sol, provocando tempestades interiores. E é, sim, neste silêncio que a palavra descansa e sussurra afagos nunca antes dados... Há silêncio porque a lágrima desliza quietinha, calada, molhando a paisagem, emocionando o olhar, acelerando o bater do coração, abafando ruídos dos sentidos... É quando o silêncio me olha com amor que o equilíbrio me arranca de mim mesma e se faz voo, faíscas de estrelas, guardado no mistério cujo voejar não quero perder e cujo abraço e beijo de luz ouso sonhar...